O prejuízo contábil para Bradespar e fundos pode passar de R$ 2 bilhões se a sentença dos árbitros for mantida. As partes alegam que ela deve ser anulada porque um dos três árbitros que apreciaram o caso Francisco Rezek (ex-ministro do Supremo) já atuou como advogado em favor do Opportunity e por isso estaria impedido de julgar.

Rezek afirma que ao ser indicado como árbitro informou aos contendores que já tinha feito um parecer para o banco. “Dei conhecimento dos fatos a ambas as partes nessa arbitragem quando cogitaram eleger-me para a presidência do tribunal arbitral“ afirmou ele em carta enviada a advogados da Bradespar e à Folha.

Pelas regras da arbitragem quando os escolhidos para analisar as causas informam os trabalhos feitos anteriormente e não sofrem vetos estão aptos para julgar.

O advogado Mário Sergio Duarte Garcia outro árbitro confirma o que diz Rezek. “Ele fez o “discloser“ [a divulgação].“ O terceiro árbitro Gustavo Tepedino afirma que a escolha dos membros do tribunal foi transparente.

Bradespar e fundos no entanto dizem o contrário nas ações apresentadas ontem à Justiça. Alegam também que houve violação do contraditório pois os árbitros não teriam dado a eles o direito de impugnar provas pedidas pelo grupo Opportunity do empresário Daniel Dantas.

Fonte: CONTEC

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