Nos últimos dias a negociação voltou a avançar e o tema está sendo resolvido diretamente com a família Stuart Milne que controla a instituição.

Os problemas que provocaram atraso nas negociações começaram em janeiro disse uma fonte da equipe econômica à Agência Estado. Enquanto a diretoria do BB acertava uma proposta para compra de parte do banco argentino o valor de mercado dos ativos daquele país em especial os títulos da dívida do governo começou a cair rapidamente.

A desvalorização foi resultado da briga entre a presidente Cristina Kirchner e o então presidente do Banco Central argentino Martín Redrado.

Cristina queria parte das reservas internacionais para pagar a dívida da Argentina mas a autoridade monetária rejeitou o plano.

Além de Redrado ? que teve de deixar o cargo ? quem também sentiu a briga foram os papéis da dívida argentina que chegaram a cair mais de 5% em apenas um dia.

Diante do quadro a consultoria que assessora o BB no negócio passou a atualizar para baixo o valor de mercado do Patagônia já que como toda instituição financeira o banco argentino tem volume expressivo de títulos governamentais na carteira. A redução da proposta de compra fez com que a família Stuart Milne ? detentora de 4994% do capital do banco ? passasse a discordar do valor proposto pelo BB por não aceitar o desconto aplicado aos títulos da carteira do Patagônia.

NEGOCIAçãO

Nas últimas semanas com a recuperação do valor dos papéis argentinos a negociação voltou a evoluir e o impasse parece ter ficado para trás. Agora a expectativa da equipe econômica brasileira é de que o negócio seja fechado nas próximas semanas ainda neste mês.

Estão na mesa de negociação as ações dos irmãos Jorge e Ricardo Stuart Milne que juntos detêm 4994% do capital do banco argentino. Há ainda a possibilidade de o BB adquirir os papéis de Emilio Gonzalez Moreno dono de 926% das ações da instituição.

Juntos os três sócios formam o bloco de controle do banco com 592% do capital do Patagônia.

Uma fonte no mercado argentino disse que o Patagônia foi avaliado em cerca de US$ 1 bilhão o que levaria o BB a desembolsar US$ 500 milhões só para obter as ações da família Stuart Milne.

Fonte: O Estado de S.Paulo / CONTEC

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