A 12ª rodada de negociação entre a CONTEC e a Fenaban terminou com uma nova proposta econômica apresentada pelos bancos. Pela oferta, salários e demais verbas previstas na Convenção Coletiva de Trabalho passam a ter reajuste de 100% do INPC, enquanto Vale-Alimentação e Vale-Refeição terão tratamento diferente, com correção vinculada aos índices específicos do IPCA relacionados à alimentação. O movimento melhora o patamar colocado até aqui na mesa, mas ainda não atende à reivindicação da categoria, que mantém a cobrança por reposição integral da inflação acompanhada de ganho real.

proposta apresentada nesta quinta alcança, além dos salários, a PLR, os auxílios creche e babá, o auxílio para filhos com deficiência, a ajuda de custo do teletrabalho, o salário de ingresso, a gratificação de caixa, outras verbas de caixa, o adicional por tempo de serviço e a gratificação semestral. Também entram na correção pelo INPC a requalificação profissional, o auxílio-funeral, a indenização por morte ou incapacidade decorrente de assalto, a gratificação do compensador de cheques, a ajuda para deslocamento noturno e a multa por descumprimento da CCT. Para o adicional de transferência, a proposta apresentada prevê pagamento garantido.

A diferença está nos chamados tickets. Para o Vale-Alimentação, a referência proposta é a variação do IPCA correspondente à alimentação no domicílio; no caso do Vale-Refeição, o cálculo considera a inflação da alimentação fora do domicílio, conforme os recortes utilizados pelo IBGE. Com isso, os dois benefícios deixam de acompanhar simplesmente o INPC aplicado às demais verbas e passam a ter uma correção ligada diretamente à evolução dos preços de alimentação.

A mudança de posição dos bancos é considerada um avanço na negociação, sobretudo porque eleva o índice em relação aos percentuais apresentados anteriormente e leva a discussão para um patamar de reposição integral da inflação. A referência do INPC acompanhada na mesa está hoje na faixa de 4,4%, ainda dependente do resultado definitivo que será considerado na data-base. Para a CONTEC, no entanto, chegar à inflação não encerra a discussão, já que a pauta entregue pela categoria prevê INPC mais 5% de aumento real.

Esse é justamente o principal ponto que permanece em aberto. A avaliação da representação dos trabalhadores é de que houve espaço para avanço ao longo das últimas rodadas e de que a Fenaban ainda pode melhorar a proposta antes do fechamento da Campanha Salarial 2026. A reivindicação de ganho real continua, portanto, no centro da mesa, ao lado dos ajustes necessários nas demais cláusulas econômicas.

A Fenaban também apresentou uma sinalização para o segundo ano de vigência da Convenção Coletiva, propondo novamente reajuste de 100% do INPC, sem previsão de ganho real. A negociação será retomada nesta sexta-feira (28), quando CONTEC e Fenaban voltam a discutir os pontos que ainda impedem o fechamento do acordo.

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